05 fevereiro 2012

plasticos biodegradáveis CELOFANE = uma eco-alternativa para a sacola de supermercados

Com o surgimento do plástico, feito a partir de petróleo e com vantagens comerciais mais atraentes por conta do custo menor de produção, o uso do celofane acabou sendo reduzido.
Atualmente, com a ampliação da consciência ambiental, o filme transparente a partir de celulose regenerada volta a ser enxergado com uma ótima opção, por ser biodegradável (em até cinco anos !) e não ser derivado de petróleo, uma matéria-prima não renovável e fonte emissora de gases poluentes que contribuem para o aquecimento do planeta.

O celofane é uma película vegetal que provém da celulose (obtida da madeira de florestas plantadas) e se decompõe no meio ambiente em até cinco anos, tornando-se uma alternativa mais amigável para a natureza do que o plástico, com média de degradação superior a 100 anos. A celulose usada como matéria-prima pela Coopercel é produzida com 100% de madeira de eucalipto proveniente de florestas gerenciadas de forma sustentável.
O celofane é um material versátil, que possui diversas aplicações tanto para as indústrias quanto para o consumidor final, como filmes de revestimento de capas de cadernos, fitas adesivas, embalagens decorativas, embalagens de alimentos, as polêmicas SACOLAS DE SUPERMERCADOS , e ai vai ......

fonte COOPERCEL

04 fevereiro 2012

voce é preservacionista ou conservacionista ?

Você sabia que, apesar de serem utilizados amplamente como sinônimos, preservação e conservação são conceitos distintos?

O preservacionismo e o conservacionismo são correntes ideológicas que surgiram no fim do século XIX, nos Estados Unidos. Com posicionamento contra o desenvolvimentismo - uma concepção que defende o crescimento econômico a qualquer custo, desconsiderando os impactos ao ambiente natural e o esgotamento de recursos naturais – estas duas se contrapõem no que se diz respeito à relação entre o meio ambiente e a nossa espécie.

O primeiro, o preservacionismo, aborda a proteção da natureza independentemente de seu valor econômico e/ou utilitário, apontando o homem como o causador da quebra desse “equilíbrio”. De caráter explicitamente protetor, propõe a criação de santuários, intocáveis, sem sofrer interferências relativas aos avanços do progresso e sua consequente degradação. Em outras palavras, “tocar”, “explorar”, “consumir” e, muitas vezes, até “pesquisar”, tornão-se, então, atitudes que ferem tais princípios. De posição considerada mais radical, esse movimento foi responsável pela criação de parques nacionais, como o Parque Nacional de Yellowstone, em 1872, nos Estados Unidos.

Já a segunda corrente, a conservacionista, contempla o amor à natureza, mas aliado ao seu uso racional e manejo criterioso pela nossa espécie, executando um papel de gestor e parte integrante do processo. Podendo ser identificado como o meio-termo entre o preservacionismo e o desenvolvimentismo, o pensamento conservacionista caracteriza a maioria dos movimentos ambientalistas, e é alicerce de políticas de desenvolvimento sustentável, que são aquelas que buscam um modelo de desenvolvimento que garanta a qualidade de vida hoje, mas que não destrua os recursos necessários às gerações futuras. Redução do uso de matérias-primas, uso de energias renováveis, redução do crescimento populacional, combate à fome, mudanças nos padrões de consumo, equidade social, respeito à biodiversidade e inclusão de políticas ambientais no processo de tomada de decisões econômicas são alguns de seus princípios. Inclusive, essa corrente propõe que se destinem áreas de preservação, por exemplo, em ecossistemas frágeis, com um grande número de espécies endêmicas e/ou em extinção, dentre outros.

Tais discussões começaram a ter espaço em nosso país apenas em meados da década de setenta, com a criação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente – IBAMA, quase vinte anos depois. Em razão de a temática ambiental ter sido incorporada em nosso dia a dia apenas nas últimas décadas, tais termos relativamente novos acabam sendo empregados sem muitos critérios – mesmo por profissionais como biólogos, pedagogos, jornalistas e políticos. Prova disso é que a própria legislação brasileira, que nem sempre considera correto o uso desses termos, atribui a proteção integral e “intocabilidade” à preservação; e conservação dos recursos naturais, com a utilização racional, garantindo sua sustentabilidade e existência para as futuras gerações, à conservação.

Direito Ambiental , aliado da preservação


O Direito Ambiental é a área do conhecimento jurídico que estuda as interações do homem com a natureza e os mecanismos legais para proteção do meio ambiente. É uma ciência holística que estabelece relações intrínsecas e transdisciplinares entre campos diversos, como antropologia, biologia, ciências sociais, engenharia, geologia e os princípios fundamentais do direito internacional, dentre outros.


No Brasil, o emergente Direito Ambiental estabelece novas diretrizes de conduta, fundamentadas na Política Nacional do Meio Ambiente (lei 6.938, de 31/8/81). Esse código estabelece definições claras para o meio ambiente, qualifica as ações dos agentes modificadores e provê mecanismos para assegurar a proteção ambiental.

A lei 6.938, regulamentada pelo decreto 99.274, de 6 de junho de 1990, institui também o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA), constituído por órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos municípios e pelas fundações instituídas pelo poder público, responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental, conforme a seguinte estrutura:

Órgão superior: conselho de governo
Órgão consultivo e deliberativo: Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA)
Órgão central: Ministério do Meio Ambientel (MMA)
Órgão executor: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA)
Órgãos seccionais: órgãos ou entidades estaduais responsáveis pela execução de programas, projetos e pelo
controle e fiscalização de atividades capazes de provocar a degradação ambiental;
Órgãos locais: órgãos ou entidades municipais, responsáveis pelo controle e pela fiscalização dessas atividades, nas suas respectivas jurisdições.


A atuação do SISNAMA se dá mediante articulação coordenada de órgãos e entidades que o constituem, observado o acesso da opinião pública às informações relativas às agressões ao meio ambiente e às ações de proteção ambiental, na forma estabelecida pelo CONAMA.


Cabe aos Estados, ao Distrito Federal e aos municípios a regionalização das medidas emanadas do SISNAMA, elaborando normas e padrões supletivos e complementares.

Principais instrumentos de proteção ambiental


Estudo de Impacto Ambiental (EIA)
Relatório de Impacto Ambiental (RIMA)
Plano de Controle Ambiental (PCA)
Relatório de Controle Ambiental (RCA)
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD)
Relatório Ambiental Preliminar (RAP)
Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS)


A Lei da Ação Civil Pública (lei 7.347, de 24/7/85) tutela os valores ambientais, disciplina as ações civis públicas de responsabilidade por danos causados ao meio ambiente, consumidor e patrimônio de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.

Em 1988, a Constituição Federal dedicou normas direcionais da problemática ambiental, fixando as diretrizes de preservação e proteção dos recursos naturais e definindo o meio ambiente como bem de uso comum da sociedade humana.

O artigo 225 da Constituição Federal Brasileira de 1988 diz:


“todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para às presentes e futuras gerações.”


Além disso, a Rio-92 – Conferência da ONU sobre meio ambiente e desenvolvimento – sacramentou a preocupação mundial com o problema ambiental, reforçando princípios e regras para o combate à degradação ambiental no documento intitulado "Agenda 21", que consolidam a diretriz do desenvolvimento sustentável.


Em qualquer organização pública ou privada, o Direito Ambiental exprime a busca permanente pela melhoria da qualidade ambiental de serviços, produtos e ambientes de trabalho, num processo de aprimoramento que propicia o desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental globalizados e abrangentes. Ao operar nesses sistemas, as organizações incorporam as melhores práticas corporativas em vigência, além de procedimentos gerenciais e técnicos que reduzem ao mínimo as possibilidades de dano ao meio ambiente, da produção à destinação de resíduos.

Por Renato Ariboni / Biologo
Gestor Ambiental



Biosensor detecta toxina em água

A qualidade da água é um dos mais importantes fatores que concorrem para a sobrevivência dos seres vivos, seja para aqueles que nela habitam ou para os que dela necessitam para o consumo. Um dos desafios dos grandes centros urbanos é manter a água a ser consumida pela população dentro dos padrões de qualidade exigidos pela legislação.
Uma fonte de água poluída pode conter uma infinidade de contaminante que podem ser de origem sintética ou natural. Muitos organismos aquáticos produzem substâncias químicas consideradas tóxicas para outros seres vivos, o que compromete a qualidade da água, podendo ficar imprópria para o consumo.
Para controlar a quantidade de elementos presentes na água, os órgãos competentes realizam, periodicamente, amostras que são levas aos laboratórios e analisadas. Baseando-se nesses resultados é que os responsáveis tomarão as medidas necessárias para reverter o quadro. Com a constante e cada vez maior preocupação com a preservação dos recursos naturais, principalmente os hídricos, é que se tem pesquisado muito para desenvolver tecnologias mais eficientes para detectar substâncias nocivas na água.
Uma dessas tecnologias para o controle da qualidade da água foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Michigan, EUA. Eles criaram uma tira de papel, impregnada de nanotubos de carbono, que tem a capacidade de detectar uma substância tóxica produzida por uma espécie de alga que habita fontes de água limpa, utilizadas para o consumo humano. O estudo foi liderado pelo professor do Departamento de Engenharia Química e Biomédica e de Ciência de Materiais, Nicholas Kotov e os resultados obtidos foram publicados no periódico Nano Letters.
Essa tira funciona como um biosensor que mede a condutividade elétrica dos nanotubos que são previamente impregnados no papel e misturados com anticorpos para a toxina Microcistina-LR (MC-LR). Quando o biosensor entra em contato com a água contaminada pela toxina, os anticorpos se comprimem entre os nanotubos para se ligarem com a MC-LR, o que muda a condutividade elétrica do material. Essa alteração é medida por um monitor externo e os resultados aparecem em poucos minutos. Uma vantagem desse biosensor é a sua adaptabilidade a outras toxinas, bastando mudar os anticorpos (específicos), para cada substância tóxica.


Origem e importância da toxina Microcistina-LR
Essa substância, liberada pela espécie Microcystis aeruginosa, é uma das toxinas mais comuns encontradas nas águas. A maior parte das ocorrências de envenenamento causada por cianobactérias se deve à presença da Mícrocistina-LR, que é a forma da toxina geralmente encontrada em reservatórios de água.


Devido à sua estrutura química, a MC-RL é altamente estável na água e pode resistir a grandes variações de temperatura e de pH. A ingestão acidental de água ou peixe contaminados pode provocar cefaléia, febre, dor abdominal, náusea e vômitos. No entanto, a ocorrência de casos de intoxicação é rara, pois a água contaminada com esta alga tem um odor desagradável.
A análise toxicológica mostra que essa toxina é um potente inibidor das proteínas serina e treonina fosfatases, 1 e 2A de eucariotos. O principal alvo da toxicidade das microcistinas é o fígado, pois essas substâncias atravessam as membranas celulares, principalmente através do transportador de ácidos biliares.

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Resíduos agroindustriais viram plástico

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O setor da agroindústria brasileira da fibra vegetal produz uma grande quantidade de resíduos, constituindo uma importante fonte de matéria-prima. Esses recursos são abundantes e disponíveis para a reciclagem, além de representarem uma estratégia para o reaproveitamento de resíduos.
A Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), Botucatu, na pessoa do professor Alcides Lopes Leão está inovando no quesito, uso de resíduos agroindustriais, derivados principalmente de cultivares como a banana, a casca de coco, o sisal, a madeira, os resíduos da fabricação de celulose, as fibras naturais, o curauá (Ananas erectifolius), entre outros.
O objetivo da pesquisa, que já vêm sendo desenvolvida desde a década de 90, é o de conhecer as características das fibras desses materiais, com a finalidade de produzir sacolas plásticas, com maior resistência, porém mais leves e com a vantagem de serem biodegradáveis.
Por meio de testes em escala nanométrica, realizados nos últimos dois anos, os  pesquisadores constataram que as fibras apresentam resistência similar às fibras de carbono e de vidro, sendo possível dessa forma, utilizá-las como matérias-primas para a fabricação de plásticos, em substituição aos outros tipos.
Em entrevista à Agência Fapesp, Lopes Leão revelou que as propriedades mecânicas dessas fibras em escala nanométrica aumentam enormemente e que a peça feita com esse tipo de material se torna 30 vezes mais leve e é entre três e quatro vezes mais resistente.
Para observar as características do produto final, os cientistas realizaram alguns testes, um deles, em acordo com a Braskem – petroquímica produtora de polipropileno – foi adicionado 0,2% de nanofibra ao polipropileno, resultando em um produto cinquenta por cento mais resistente. Num outro experimento, foram feitos ensaios com plástico injetável utilizado na fabricação de pára-choques, painéis internos e laterais, além do protetor de cárter de automóveis. Nesse caso, foi adicionado entre 0,2% e 1,2% de nanofibras, resultando em peças mais resistentes e mais leves, quando comparadas com as encontradas no mercado atualmente.
De acordo com o pesquisador da Unesp, a troca da fibra de vidro pela nanocelulose, realizada nas peças à base de polipropileno, utilizadas pela indústria automobilística, resultou em uma melhora das propriedades das peças. O uso das nanofibras propiciou também o aumento na segurança, redução do peso do veículo e maior economia de combustível, além do acréscimo na resistência a danos causados pelo calor e por derramamento de líquidos, como a gasolina.
Outros dois projetos estão sendo desenvolvidos para o uso das nanofibras, um em parceria Faculdade de Odontologia da Unesp de Araraquara, para substituição do titânio usado na fabricação de pinos metálicos para implantes dentário, e outro com a  Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp de Botucatu, utilizando as nanofibras para desenvolver membranas de celulose bacteriana vegetal. Os testes de biocompatibilidade in vivo em ratos mostraram um excelente resultado na sobrevivência dos animais por seis meses com o material.

Projetos futuros
Outros estudos estão sendo desenvolvidos pelos pesquisadores da Unesp, tais como o uso das fibras naturais para desenvolver compósitos – materiais que possuem pelo menos dois componentes ou duas fases, com propriedades físicas e químicas nitidamente distintas, em sua composição – reforçados e para tratamento de águas poluídas por óleo. 
O pesquisador revelou também algumas espécies como o abacaxi, em que suas fibras são mais resistentes à fabricação de bioplásticos. Uma grande promessa de sucesso é o lodo de celulose de papel, material proveniente das indústrias e altamente poluente.
Esses resultados obtidos até o momento são bastante promissores, garantindo a possibilidade de reciclagem de diferentes tipos de resíduos da agroindústria, o que refletirá, não só na questão ambiental, mas também na diminuição dos custos de vários processos produtivos.
Arlei Maturano - Equipe Biotec AHG

02 fevereiro 2012

PSA > PAGAMENTOS POR SERVIÇOS AMBIENTAIS

Você já parou para pensar quanto vale uma floresta em pé? Até bem pouco tempo atrás eram levados em consideração nesta conta apenas os valores referentes à exploração dos bens florestais presentes em um determinado local, como a madeira que pode ser extraída e vendida, os insumos florestais e a utilização da área em atividades agropecuárias ou comerciais. Porém, uma nova abordagem vem ganhando cada vez mais espaço nas agendas de governos de diversos países: a de que devemos pagar, também, pelos chamados “serviços ambientais”.
Sob a perspectiva dessa nova abordagem, uma floresta em pé é muito mais do que madeira para ser extraída e vendida. Ela é também a fonte do oxigênio que respiramos, sumidouro de gás carbônico, protetora do solo e das águas, e mantenedora da diversidade biológica, fundamental à manutenção de um ecossistema equilibrado. Todos estes “serviços” prestados pela floresta então, deveriam ser levados em consideração pelos proprietários de terras antes de optarem pela derrubada de áreas de floresta para dar espaço às atividades comerciais, teoricamente, mais rentáveis. Mas, para isso, é necessário transformar a preservação dessas áreas em algo financeiramente mais atrativo do que sua exploração. É aí que entram os Pagamentos por Serviços Ambientais, ou PSA.
Para que seja possível remunerar proprietários de terras pela conservação ambiental é necessário que se busquem recursos. E aí vem a pergunta: quem irá pagar por estes serviços? Todos nós que usufruímos deles, é claro. No Brasil os recursos são gerados em parte pela cobrança pelo uso da água onde as verbas arrecadadas são destinadas para projetos que visem à proteção de bacias hidrográficas. Em alguns Estados, parte do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é destinada a projetos de conservação ambiental, é o chamado ICMS Ecológico. Existem projetos de lei que também visam aplicar parte do Imposto de Renda em projetos ambientais. Além de Fundos específicos como o Fundo Amazônia, o Fundo de Recursos Hídricos e o Fundo Clima, que ainda está em fase de aprovação e prevê a geração de R$900 milhões de reais por ano para o combate à desertificação na região nordeste (Fonte: Agência Brasil).
Especialistas encaram o pagamento por serviços ambientais como uma forma eficiente de incentivar a preservação ambiental uma vez que concilia atividades de preservação com geração de renda principalmente no meio rural onde, geralmente, a manutenção de áreas preservadas é encarada como prejuízo pelos produtores que têm sua área produtiva diminuída pelas áreas de reserva legal e de preservação permanente. A ONU (Organização das Nações Unidas), por meio da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) publicou um relatório, em 2008, onde defende o PSA como principal maneira de evitar a pressão da agricultura, que tende a aumentar cada vez mais, sobre as áreas de florestas.
Por outro lado, há aqueles que defendem que não se deve pagar por algo que é uma obrigação de todos prevista em lei: preservar o meio ambiente. Estes ainda argumentam que há um enorme risco em se remunerar os proprietários para que realizem a preservação de florestas na Amazônia, por exemplo, onde há uma grande quantidade de grileiros e madeireiros. Quem garante que eles realmente deixarão de destruir a floresta como tem feito até então apenas por receber por isso?
Outro ponto polêmico do PSA é sobre quem deve receber os recursos.
Há quem defenda o PSA apenas para produtores que mantiverem intactas suas áreas de florestas, ou seja, que estejam de acordo com a legislação. Porém, dessa forma, ficariam de fora do PSA produtores que poderiam realizar projetos de recuperação de áreas e de reflorestamento, o que, segundo o Diretor-executivo do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), Humberto Ditt, tornaria praticamente nula a realização desse tipo de projeto em locais como o Estado de São Paulo, por exemplo, onde restam apenas 8% da cobertura florestal original.
Na prática
As primeiras iniciativas neste sentido surgiram na década de 90 na Costa Rica que criou um sistema de taxação do combustível para, com os recursos arrecadados, remunerar proprietários de terras preservadas. Junto com a Costa Rica, apenas México e Equador possuem políticas públicas consolidadas de PSA, mas existem iniciativas neste sentido no mundo todo do Japão aos EUA.
Por aqui a idéia ainda é nova, mas já vem gerando frutos. O Programa Produtor de Água da Agência Nacional de Águas (ANA) já remunera proprietários de terras que preservam suas propriedades nas bacias hidrográficas do Rio Guandu, no Rio de Janeiro, no sul de Minas Gerais, na bacia do Rio Jaguari que abastece o Sistema Cantareira, nas Microbacias do Rio Moinho e do Rio Cancã, em Joanópolis (SP) e Nazaré Paulista (SP), na Bacia do Ribeirão Piripau no Distrito Federal e no Espírito Santo, na bacia do Rio Benevente.
Neste último projeto, que tem previsão de expansão para todo o Estado, já são realizados pagamentos no valor de R$36.966,10 por ano para 13 proprietários que respondem por uma área de 272,21 hectares preservados. Os recursos para o PSA, neste caso, vêm em parte de royalties do petróleo e gás natural (3% dos royalties) e de 100% da compensação ambiental de empreendimentos hidrelétricos que são repassados ao Estado (Fonte: Ecodebate).
Também está sendo lançado em Belo Horizonte (MG) um projeto de PSA Urbano que visa remunerar os catadores de materiais recicláveis com base na quantidade de gás carbônico que deixará de ser emitida para a atmosfera pela reciclagem dos resíduos coletados por eles.
Os Pagamentos por Serviços Ambientais também podem incluir modalidades como a comercialização de créditos de carbono, o ICMS Ecológico, o Imposto de Renda Ecológico (ainda em fase de criação), a Compensação Ambiental, Reposição Florestal, a isenção de impostos para Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) e o Programa de Desenvolvimento Socioambiental da Produção Familiar (Proambiente), criado em 2000, e que premia produtores rurais que adotam práticas sustentáveis em suas fazenda com um terço de salário mínimo.
Por aqui, também está em votação no congresso um Projeto de Lei que cria o Programa Federal de Pagamento por Serviços Ambientais para regulamentar as práticas neste sentido, além de criar um Fundo Federal de Pagamento por Serviços Ambientais que receberá recursos de doações e da participação especial dos lucros do petróleo.

01 fevereiro 2012

Compostagem Projeto / Plano de trabalho / implantação

Breafing do processo   filme

1 – Introdução
            Trata-se de uma prática milenar que visa uma fertilidade orgânica duradoura tendo sido praticada por diversos povos, permitindo a produção sustentada de diversos cultivos ao longo de séculos, como por exemplo o arroz irrigado do extremo oriente. Nela aproveita-se tudo que é resíduo orgânico na fazenda para produzir o húmus de composto. Se observarmos a natureza podemos identificar nas grandes florestas, pequenas matas em formação ou mesmo um jardim em equilíbrio, a integração dos reinos, e observar o exemplo vivo do processo de compostagem que acontece diariamente. Todos os elementos que a compõe  se integram a cada ciclo, e que imitamos quando fazemos o processo de compostagem.  É também um grande exemplo de equilíbrio entre os elementos básicos que provêem a vida no planeta Terra: água, terra, ar e fogo ; se em algum momento algum destes elementos não estiverem em equilíbrio,  o todo fica comprometido de forma desestruturada. 
            O composto faz parte dos ciclos da vida do planeta : alimento colhido é processado – usado na alimentação – os resíduos são separados – estes resíduos são reprocessados nas pilhas do composto – o processo de compostagem os transforma e os estabiliza – o composto pronto é usado como adubo orgânico na produção de alimentos e novamente o alimento é colhido
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2 –  Porque  fazer compostagem? 
Permite o melhor aproveitamento de restos orgânicos com relação C / N desbalanceada, que juntos aproximam-se de uma C/N desejada (de 25/1 ) 
Ø Desinfeta os materiais orgânicos de doenças, pragas e ervas daninhas. 
Ø Afugenta ratos e camundongos, cobras. 
Ø Permite acumular e multiplicar Matéria Orgânica para uma aplicação posterior  e estratégica. 
Ø Reduzem as perdas de nutrientes, disponíveis em resíduos subaproveitados. 
3 - Qualidades do composto 
Ø Fonte de lenta liberação de macro e micronutrientes como também de nutrientes orgânicos; 
Ø  Excelente estruturador do solo, favorecendo um rápido enraizamento, formando grumozidade;  
Ø Aumento da capacidade de infiltração de água, reduzindo a erosão;  
Ø  Grande ativador da vida do solo, responsável por todos itens de um solo fértil;  
Ø Permite o aumento do teor de Matéria Orgânica, aumentando também a capacidade de retenção de água no solo;  
Ø Aumenta a saúde e a resistência das plantas, que são enfraquecidas por adubos minerais. 
4 - Princípios da compostagem 
A compostagem é uma seqüência de ações de microorganismos sobre a matéria orgânica, que a “digerem”. Este processo, desde o inicio até a maturação do composto,  acontece em fases que podemos observar:  
Ø Primeira fase (termófila e mesófila): atuam principalmente fungos, bactérias , actinomicetos, protozoários e miriápodes; nela se destaca o "cozimento" e a decomposição da celulose e hemicelulose; a lignina continua sendo decomposta e será modificada mais lentamente. 
Ø Segunda fase (transformação): atuam principalmente, protozoários e minhocas; termina a decomposição de celulose, continua a de lignina e principia a síntese de ácidos húmicos. 
Ø Terceira fase (amadurecimento): besouros, lacraias e formigas; a síntese e ressíntese de húmus é concluída e estabilizada. Para uma boa atuação, deve-se ter equilíbrio, de ar e umidade, suficiente calor e um PH propício. 

5 - Matéria Prima 
A principio todos os restos vegetais e animais podem ser aproveitados; deve-se evitar apenas dejetos humanos e de animais carnívoros. Todo material orgânico é fonte de energia e de nutrientes para os organismos decompositores, sendo necessário, portanto, sabermos avaliar cada qual nas suas características. 
1- materiais de rápida oxidação : rápido aumento da temperatura da pilha - amido. açúcar, vitaminas e aminoácidos (materiais mais úmidos, mais ricos em nitrogênio).  
2- materiais de lenta oxidação: hemicelulose, celulose, e principalmente lignina (materiais muito secos, ricos em carbono). 
6-A relação C/N
Além do carbono, o principal elemento que caracteriza a matéria prima é o nitrogênio; sua presença em certo grau é uma garantia de que os outros elementos importantes, como enxofre(S), fósforo (P), cálcio (Ca) e magnésio (Mg), potássio (K) e micro nutrientes (Fe, Zn, Cu, Mo, B, Mn e Cl), também estão presentes num grau proporcional. Por isso, ao invés de fazermos uma análise dos teores de todos esses elementos, só nos interessa, na prática, o teor de nitrogênio em relação ao teor de carbono (relação C / N ).  Materiais ricos em N terão C / N baixa; Materiais pobres em N terão C / N alta) 
a) C / N ideal/média (25 a 30:1 ) nesta proporção os organismos decompositores tem o alimento balanceado não tendo que se desfazer de nenhum elemento para criar um equilíbrio. 
b) C / N baixa (< 20:1) nesta proporção a decomposição equivale à podridão de um cadáver animal. O mau cheiro da podridão nada mais é do que a perda do excesso de N e S (cheiro amoniacal e sulfúreo).   Para reduzir perdas pode se adicionar folhas e galhos secos, palhas ou serragem. 
c) C / N muito alta (> 35:1 ) esta proporção constitui uma trava à franca atividade dos decompositores pela falta de N.  O processo será lento e frio enquanto o excesso de C for dissipado. Para acelerar o processo basta acrescentar uma fonte rica em N( Esterco, cascas de frutas, folhas verdes). 
7 - Estrutura do material 
Material muito lenhoso (galhos, ramos, etc. ) não devem passar de 10% em volume. Caso contrário resultará numa pilha hiper-arejada e por isso muito seca. No caso ideal deixar os galhos de molho ou ainda usa-los para compor a cama  de animais. Este material deve ser quebrado em pedaços com 5 a 12 cm de comprimento ( 1/2 palmo). 
Material muito fino (borra de açude ou plantas aquáticas) devem ser pré-secas para não empastar a pilha, que ficará muito úmida. 
 8 - Umidade 
Umidade ideal: 50 a 60%;  
teste prático: o composto deve soltar água como uma esponja que já foi espremida antes 
Umidade processual mínima : 40 a 45%;  
Umidade para conservação: 12 a 15% 
Obs.: Para manter a umidade ideal, deve-se cobrir a pilha com folhas ou qualquer tipo de palha, ou até plantar uma abóbora em volta dela. Na questão da umidade torna-se importantíssima a escolha de um bom local. 
9 - Local apropriado: 
Este deve ser protegido do vento, do sol e da chuva. Na sombra de uma árvore temos estas condições e ainda deixamos o resíduo da pilha para esta árvore. Por isso o pomar,  é um ótimo local para se fazer uma rotação com as pilhas. 
Num local coberto e com piso firme, temos as condições ideais que minimizam as perdas. Quando exposto a sol e chuva diretamente, o composto pode perder até metade de sua qualidade, devido à perda de nutrientes. Em regiões muito úmidas fazer a pilha ao nível do chão protegendo o local com um sulco escoador e escolhendo leve inclinação. Em regiões muito secas a pilha pode ser enterrada a um terço (50 a70 cm)
 
10 - Aeração 
Ela é antagônica à umidade e deve ser bem dosada. Garante o bom suprimento de todo os seres decompositores com oxigênio, eliminando ainda o gás carbônico produzido. A maior ou menor aeração se consegue através do tamanho da matéria prima. 
pedaços > 5cm = macroporosidade = aeróbia () 
pedaços < 5cm = microporosidade = anaeróbia ( condições de redução = silagem) 
Para obter a macroporosidade - suficiente circulação de ar deve-se: 
Ø iniciar a pilha sobre um colchão de galhos e palha; 
Ø pequeno composto doméstico pode ser feito em caixas: furar todas as paredes; 
Ø ao montar a pilha, é ideal misturar bem ou intercalar em camadas as partículas grossas e finas; 
Ø nunca pisar ou socar a pilha; 
Ø pode-se improvisar canais de aeração montando a pilha com bambu ou galhos de atravessado que são mexidos num certo intervalo de tempo; 
11 - Temperatura 
Ao longo do processo de compostagem, o corpo da pilha, ou melhor seu centro, passa pela seguintes etapas Caracterizadas pela variação da temperatura: 
FASE l: médias e altas temperaturas, decomposição de celulose de amido e açúcares. 
FASE  2:       altas Temperaturas, decrescendo, decomposição de celulose. 
FASE 3: temperaturas baixas, estabilização, ressíntese. 
Num dimensionamento errado da pilha do composto, a temperatura pode ficar aquém ou além do desejável: 
- largura da pilha < l m x altura < l m = pilha não se aquece e precisa de cobertura especial para acumular o calor. 
- largura da pilha > 2,5m x altura > 1,5m = pilha aquece muito e predominam Microorganismos termofílicos, resultando num produto inferior.  

Maiores informações, consultoria  contato com   ariboni.renato@gmail.com